Dia desses estava no ponto de ônibus quando ouço duas garotas conversando. Um delas reclamava, furiosa, da mãe que, segundo ela, vivia pegando no pé, não deixava ela sair, namorar... essas implicâncias de mãe, enfim. Quando a menina termina suas queixas, a outra fala:
_ A minha mãe era igualzinha! Mas daria tudo para chegar em casa e ouvi-la reclamando, me proibindo de fazer as coisas... Sabe como é... A gente só percebe o valor de uma mãe quando perde.
Fiquei pensando nisso por um bom tempo e, ontem, li em um blog o relato de uma garota sobre a morte de sua mãe e me deu um aperto no peito...
Eu sei que minha mãe implica, que reclama de tudo, que vive descontando suas frustrações em cima de mim, que falhou (muitas vezes) em seu papel de mãe, que é culpada pela maioria de meus traumas, mas eu a amo! Não quero nunca me separar dela! Afinal, essa é a mãe que Deus me deu e se eu não sou a filha perfeita como exigir perfeição da parte dela?
Além do mais, nessa vida Deus me deu logo duas mães: a original e minha avozinha que, apesar de dar muuuuuuuuuuito trabalho, é o meu xodó!
Sou uma pessoa abençoada por Deus e não tenho do que reclamar...
"Deus não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso criou as mães" (provérbio judaico)
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